Trilhas
As trilhas
ecológicas...
Em outros tempos, as trilhas eral utilizadas para suprir as necessidades de
deslocamento do homem, já que surgiram em uma época onde parte dos veículos de
transportes utilizados hoje, ainda não exixtiam. Mais tarde, se tornaram um
espaço lúdico de vivência na naturezaem meio a paisagens de relevante valor
cênico e espécies de fauna e flora preservadas. Atualmente, as trilhas
ecológicas movimentam um grande número de adeptos e simpatizantes desta
modalidade turística, conhecida como ecoturismo.
Trilha da Galheta (Bombas) – 1.950,00 m:
Esta trilha se caracteriza como circular por permitir o retorno ao ponto de
partida, sem repetir o percurso. Vegetação de mata atlântica secundária nos
estágios médio e avançado.
Grau de dificuldade: semi-pesada a regular (acima de 4.500m). Requer
melhor condicionamento físico do praticante.
Percurso: 3 a 5 horas (3.676m - ida e volta)
Pontos da Trilha - Enseada da Galheta e Praia do Caeté.
Aspectos Culturais: Próximo do início da trilha há uma gruta de pedra
chamada 'Oratório', que segundo os antigos havia ali tesouro de piratas. Contam
os nativos que enxergavam luzes saindo do local, acreditando que as almas destes
piratas permaneciam lá guardando o tesouro.
Trilha do Morro do Macaco (Canto Grande) – 760,00 m:
Caracteriza-se como uma trilha linear, apesar do caminho ser relativamente
simples e comum. Seu percurso apresenta vista aérea de várias praias, consição
como a de um mirante natural. O retorno é o mesmo do caminho de ida. Vegetação
de mata atlântica secundária nos estágios médio e avançado.
Grau de dificuldade: semi-pesada. É necessário apenas ter boa saúde.
Percurso - aproximadamente 2 horas (1.632m - ida e volta)
Pontos da Trilha: Vista panorâmica das ilhas e da Baia de Canto Grande w
Mariscal (360°)
Aspectos Culturais: os mais antigos chamavam o local de 'morro dos
macacos' por existir macacos no local. Outra versão da origem do nome, é que os
nativos utilizavam o local para o plantio de mandioca e cana-de-açucar. Para
isto, praticavam queimadas periódicas, o que dava ao morro um aspecto do próprio
macaco, pelas cores amarronzadas da vegetação queimada.
Trilha da Tainha 1.700,00 m:
Caracteriza-se como uma trilha linear, apesar de seu caminho ser relativamente
simples e comum. Seu percurso apresenta praias e o caminho de retorno é o mesmo
da ida. A Praia da Tainha foi o primeiro local a ser ocupado pelos moradores do
Canto Grande e a trilha servia como acesso. Sua vegetação é formada por mata
atlântica primária, mata atlântica secundária nos estágios inicial, médio e
avançado.
Grau de dificuldade: Fácil. Necessário apenas ter boa saúde.
Percurso: 3 a 5 horas aproximadamente (5.178,34m - ida e volta)
Pontos da Trilha: Porto da Vó. Praia da Aguada e Pedra da Vaca.
Aspectos Culturais: Existência de um abrigo de pedra onde eram feitos os
barcos de madeira utilizados na época, algumas esculpidas em um único tronco de
madeira nobre da região, o guapuruvu (Schilozobium parahy ba). Alguns antigos
ainda contam histórias de fantasmas e vozes provenientes dos barulhos e sons
diferentes vindos dos bambuzais.
Trilha da Santinha:
Caracteriza-se como uma trilha linear, com um caminho de percurso fácil, onde
existe um local de entrada e outro de saída. É uma Zona de Preservação
Permanente (ZPP), com vegetação de mata atlântica primária, em estágio avançado.
O local é um fragmento de um dos mais importantes corredores ecológicos do Sul
do Brasil.
Grau de Dificuldade: Fácil. É necessário apenas ter boa saúde.
Percurso: 1 hora (800 m aproximadamente - ida)
Pontos da Trilha: Capelinha de Nossa Senhora das Brotas na entrada do
percurso. No ponto mais alto da trilha, vista para as praiasde Mariscal (mar de
fora) e Canto Grande (mar de dentro).
Aspectos Culturais: Na entrada, pode se ver a Gruta em devoção à Nossa
Senhora das Brotas, protetora das nascentes, e também os vestígios de ocupação
remota com a presença de taipas.
Trilha da Costeira de Zimbros (ARIE) – 4.500,00 m:
Caracteriza-se como uma trilha linear, ou circular (por mar ou terra) de
caminhos simples e comum. Apresenta várias praias durante o percurso, e se a
opção for realizá-la apenas no município de Bombinhas, o caminho de retorno é o
mesmo da ida, porém seu traçado pode permear o território de Porto Belo. Assim,
sua função quanto à classificação passa a se enquadrar como "wilderness trails"
(trilha cênica). Uma outra opção que a trilha oferece é a volta pelo mar (passeios
de barco oferecidos por pescadores da última praia do município (Ponta Grande).
A trilha ainda possui cachoeiras e locais paradisíacos. A vegetação é bastante
diversificada, com a presença de ecossistemas associados à mata atlântica, como
restingas e manguezais.
Grau de Dificuldade: Moderado. Requer preparo físico para longas
caminhadas e locais com alta declividade.
Percurso: 4 a 7 horas aproximadamente. (11.835,54m - ida e volta).
Pontos da Trilha: Praia do Cardoso, Praia da Lagoa, Praia Triste, Praia
Vermelha, Praia da Ponta Grande e a Praia da Ponta de Santa Luzia (município de
Porto Belo).
Aspectos Culturais: Na Praia da Lagoa, seguindo o curso d'agua, podem ser
encontradas ruínas de construções antigas, com paredes feitas de pedras e óleo
de baleia. Em uma delas pode ser vista um buraco no centro, e suas origens ainda
estão sendo estudadas. Nas mediações da Praia Triste, ainda há a presença de
sambaquis e oficinas (panelas e bugre). Segundo contadores de histórias, o local
ficou conhecido como Praia Triste por ser onde os navios negreiros separavam as
famílias de escravos.